{"id":175,"date":"2017-12-07T13:54:15","date_gmt":"2017-12-07T15:54:15","guid":{"rendered":"https:\/\/shojiki.com.br\/?p=175"},"modified":"2017-12-07T14:31:49","modified_gmt":"2017-12-07T16:31:49","slug":"adubar-sim-mas-com-inteligencia-e-estrategia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/shojiki.com.br\/?p=175","title":{"rendered":"Adubar sim, mas com intelig\u00eancia e estrat\u00e9gia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Muitos agricultores, mesmo com as an\u00e1lises indicando altas taxas de fertilidade, fazem anualmente a mesma aplica\u00e7\u00e3o de NKP na semeadura. Quando nossa equipe faz uma recomenda\u00e7\u00e3o diferente do que ele faz anualmente, baseado no diagn\u00f3stico efetuado, a estranheza, o medo e ansiedade tomam contam. A tomada de decis\u00e3o se torna ainda mais dif\u00edcil, quando vizinhos e vendedores falam que \u00e9 preciso adubar para &#8216;garantir&#8217; a boa produtividade, mas ser\u00e1 que isso \u00e9 mesmo verdade? Acreditamos que n\u00e3o! Afinal, os custos com corretivos e fertilizantes somam quase 30% dos custos de produ\u00e7\u00e3o, ou seja o melhor \u00e9 um diagn\u00f3stico eficiente e uma recomenda\u00e7\u00e3o personalizada para cada \u00e1rea de manejo\/talh\u00e3o. O que sempre propomos \u00e9 adubar com estrat\u00e9gia e de forma racional.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse m\u00e9todo de trabalho, que guia as nossas a\u00e7\u00f5es, \u00e9 baseada em muitos anos de experi\u00eancia e conhecimento cient\u00edfico, para confirmar isso (al\u00e9m do aumento da produtividade e diminui\u00e7\u00e3o dos gastos com insumos) trazemos um trecho de um artigo chamado &#8220;Adubar sim, mas com intelig\u00eancia e estrat\u00e9gia&#8221;, publicado no site Mais Soja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em solos de fertilidade constru\u00edda, situa\u00e7\u00e3o t\u00edpica da agricultura de alta produtividade na regi\u00e3o de Cerrado, \u00e9 comum que os agricultores continuem adubando com quantidades fixas de nitrog\u00eanio, f\u00f3sforo e pot\u00e1ssio por temerem poss\u00edveis redu\u00e7\u00f5es de produtividade. Esse procedimento pode ser equivocado e levar a perda de competitividade do agricultor\u201d, revela o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) \u00c1lvaro Vilela de Resende, membro da equipe do projeto \u201cEfici\u00eancia do uso de fertilizantes e valida\u00e7\u00e3o de novas tecnologias\u201d, que envolveu diversas Unidades de pesquisa da Embrapa, institui\u00e7\u00f5es externas e produtores rurais.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Solo de fertilidade constru\u00edda \u00e9 o nome que se d\u00e1 ao status adquirido em sistemas de produ\u00e7\u00e3o, principalmente no Cerrado, ap\u00f3s investimentos sucessivos em calagem, gessagem e em aduba\u00e7\u00f5es corretivas e de manuten\u00e7\u00e3o com f\u00f3sforo, pot\u00e1ssio e micronutrientes, associados ao estabelecimento do sistema plantio direto, que mant\u00e9m ou aumenta o estoque de mat\u00e9ria org\u00e2nica no solo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Com o manejo ao longo das safras, esses solos passam a apresentar condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, qu\u00edmicas e biol\u00f3gicas adequadas para as culturas expressarem melhor o seu potencial produtivo. \u201cApesar de o n\u00edvel de fertilidade do solo ser alto ou at\u00e9 muito alto, \u00e9 comum que os agricultores continuem adubando. Essa pr\u00e1tica tem resultado em aduba\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias ou superdimensionadas, com baixa efici\u00eancia de uso dos fertilizantes\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A equipe de pesquisadores conduziu um experimento em uma \u00e1rea cujo solo vem sendo cultivado h\u00e1 15 anos em sistema de plantio direto com fertilidade considerada de adequada a alta para a regi\u00e3o do Cerrado. Tr\u00eas cultivos de ver\u00e3o, em condi\u00e7\u00f5es de sequeiro, na sequ\u00eancia de rota\u00e7\u00e3o soja\/milho\/soja, foram avaliados, sendo deixada uma \u00e1rea controle com o manejo de aduba\u00e7\u00e3o utilizado normalmente pelo agricultor. As demais doses das aduba\u00e7\u00f5es inclu\u00edram quantidades de fertilizantes abaixo e acima das empregadas pelo agricultor. As aduba\u00e7\u00f5es de semeadura foram realizadas no sulco, via semeadora, e as aplica\u00e7\u00f5es em cobertura foram feitas manualmente, com filete de adubo nas entrelinhas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ap\u00f3s a an\u00e1lise dos dados de produtividade, os pesquisadores conclu\u00edram que \u201cnesses casos de elevada fertilidade do solo, a aduba\u00e7\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o com quantidades que apenas reponham a exporta\u00e7\u00e3o nos gr\u00e3os constitui o manejo mais racional, uma vez que os nutrientes aplicados e n\u00e3o absorvidos pelas plantas podem ficar sujeitos a processos de perdas no sistema\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Outros resultados importantes obtidos foram que \u201ca soja n\u00e3o respondeu \u00e0s aduba\u00e7\u00f5es NPK de semeadura ou de cobertura pot\u00e1ssica, em nenhuma das safras\u201d e que \u201ca produtividade do milho (safra 2011\/2012), no entanto, respondeu tanto \u00e0 aduba\u00e7\u00e3o NPK na semeadura como \u00e0 cobertura nitrogenada, o que confirma a maior responsividade dessa cultura \u00e0 aduba\u00e7\u00e3o\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Os pesquisadores interpretam que \u201ca aus\u00eancia de resposta da soja e a resposta relativamente baixa do milho \u00e0 aduba\u00e7\u00e3o s\u00e3o ind\u00edcios de que o solo, de fato, apresentava grande reserva de nutrientes, e de que \u00e9 poss\u00edvel diminuir a quantidade de fertilizantes aplicados no solo avaliado. Portanto, a aduba\u00e7\u00e3o com quantidades fixas de N, P e K n\u00e3o parece adequada para o manejo do sistema de produ\u00e7\u00e3o de soja e milho em solos com esse padr\u00e3o de fertilidade. Para otimiza\u00e7\u00e3o do dimensionamento das aduba\u00e7\u00f5es \u00e9 preciso investir em monitoramento do solo ao longo do tempo, ajustando o fornecimento de cada nutriente de forma individualizada, de acordo com um diagn\u00f3stico peri\u00f3dico da condi\u00e7\u00e3o de fertilidade na lavoura\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>No estudo de caso relatado, a aduba\u00e7\u00e3o otimizada representaria uma economia expressiva no uso de fertilizantes. \u201cA dose de fertilizante normalmente utilizada na fazenda para a aduba\u00e7\u00e3o de semeadura do milho (359 kg\/ha) poderia ser reduzida em 47 kg\/ha (13%), uma vez que a dose de m\u00e1xima efici\u00eancia econ\u00f4mica foi de 312 kg\/ha. Al\u00e9m disso, a aduba\u00e7\u00e3o de cobertura nitrogenada poderia ser reduzida de 350 kg\/ha para 263 kg\/ha, ou em 25%. A soja, por sua vez, dispensaria aduba\u00e7\u00e3o\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Portanto, de acordo com o pesquisador \u00c1lvaro Resende, o agricultor deve seguir estrat\u00e9gias como o monitoramento do solo e ter conhecimento das taxas de exporta\u00e7\u00e3o de nutrientes pelas colheitas das culturas e avaliar o balan\u00e7o de nutrientes no sistema para depois definir a necessidade de aduba\u00e7\u00e3o. \u201cEssas estrat\u00e9gias, relativamente simples e que podem ser incorporadas \u00e0 rotina das fazendas, s\u00e3o decisivas quando se busca efici\u00eancia de gest\u00e3o para maior competitividade na produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, com ganho de rentabilidade\u201d, diz. Ainda segundo ele, o monitoramento do sistema de produ\u00e7\u00e3o por meio de an\u00e1lises de solo e a avalia\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica realizada nos estudos conduzidos at\u00e9 agora indicam a necessidade de se reavaliar o manejo da aduba\u00e7\u00e3o em solos de fertilidade constru\u00edda, visando o uso mais eficiente de fertilizantes.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitos agricultores, mesmo com as an\u00e1lises indicando altas taxas de fertilidade, fazem anualmente a mesma aplica\u00e7\u00e3o de NKP na semeadura. 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